
Com aproximadamente 2,3 milhões de habitantes, Manaus lida diariamente com um modelo urbano que empurra a moradia para longe dos centros de emprego e serviços. Esse espraiamento impacta diretamente a mobilidade urbana e o tempo das famílias. Diante disto, a Mosaico Urbanismo passa a desempenhar um papel ativo na reconfiguração da cidade por meio de projetos com foco em centralidades e autonomia local.
Um levantamento realizado pela pesquisa Viver nas Cidades – Mobilidade Urbana, aponta que Manaus registra uma média superior a duas horas diárias de deslocamento. Os motoristas da capital enfrentam cerca de 130 minutos no trânsito, superando a média nacional de 116 minutos.
Para José Henrique Lanna, CEO da Mosaico Urbanismo, o problema do trânsito na capital decorre da ausência de infraestrutura integrada, o que obriga toda a população a se deslocar para os mesmos pontos da cidade.
“O custo invisível do trânsito consome a saúde, a produtividade e o tempo de convivência das famílias manauaras. Quando desenhamos bairros que funcionam como centralidades autossuficientes, reduzimos a dependência de deslocamentos longos e devolvemos qualidade de vida. Projetar com uso misto significa garantir que o morador encontre trabalho, comércio, serviços e áreas verdes pertinho de casa”, afirma.
Conceito de Uso Misto
O uso misto é um princípio do urbanismo moderno que propõe a integração harmônica entre diferentes atividades humanas em uma mesma região, unindo habitação, comércio, serviços, lazer e trabalho. Em vez de separar a cidade em zonas exclusivas, modelo que obriga os moradores a percorrer longas distâncias diariamente, o urbanismo de uso misto aproxima o cotidiano das pessoas.
O Parque Mosaico, localizado na zona Oeste de Manaus, traduz esse conceito em larga escala, estruturando-se como um bairro autossuficiente. O projeto foi desenhado para conectar espaços residenciais para até 100 mil moradores a áreas comerciais, praças, food parks e opções de conveniência que reduzem a necessidade de deslocamentos para outras zonas da cidade.
“Quando pensamos em bairros de uso misto, o objetivo é garantir que o cidadão encontre moradia, trabalho, comércio, saúde, educação e lazer a uma curta distância. A proposta de uma ‘cidade de 15 minutos’ devolve o ativo mais precioso que existe às famílias: o tempo de qualidade”, destaca José Henrique Lanna.
Cidade de 15 minutos
O modelo urbanístico da cidade de 15 minutos propõe um redesenho inteligente dos centros urbanos para que o cidadão possa acessar as principais necessidades do dia a dia em uma curta caminhada ou pedalada a partir de casa. Essa abordagem descongestiona o trânsito e transforma a mobilidade urbana ao combater a dependência de grandes deslocamentos.
O Jardins Ponta Negra, desenvolvido pela Mosaico Urbanismo, na zona Oeste de Manaus, traduz essa premissa em um projeto que redefine a dinâmica metropolitana. Com uma extensão aproximada de 1,3 milhão de metros quadrados, o empreendimento foi planejado para incorporar um polo autônomo com Áreas Brutas Locáveis (ABL) e milhares de unidades residenciais, unindo moradia e conveniência em um mesmo ambiente.
De acordo com Pedro Ponciano, COO da Mosaico Urbanismo, o projeto viabiliza a autonomia local e promove a integração entre fluxos de passagem e infraestrutura sustentável, garantindo que o crescimento da capital ocorra de maneira coordenada e humanizada.
“A ideia de uma cidade de 15 minutos é exatamente devolver o tempo às pessoas. Quando Manaus cresce espalhada, o cidadão perde horas no trânsito apenas para resolver a vida básica. No Jardins Ponta Negra, desenhamos um polo de uso misto onde o morador tem acesso a comércio, serviços e lazer perto de casa, provando que o desenvolvimento urbano de grande escala pode e deve ser sinônimo de conveniência, fluidez e qualidade de vida”, destaca.