Por Redação | Amazônia Realidade
Vacinação e testagem são as principais formas de combate às hepatites virais. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)
Celebrado nesta terça-feira (28), o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais marca o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, instituída pela Lei nº 13.802/2019 para conscientizar sobre prevenção, diagnóstico e tratamento dessas infecções que atingem o fígado. A iniciativa conta com orientações do Ministério da Saúde.
Existem cinco tipos principais: A, B, C, D e E. No Brasil, os mais frequentes são A, B e C. A característica mais perigosa é que na maioria das vezes a doença progride sem sintomas por anos; quando aparecem, podem ser confundidos com cansaço ou mal-estar comum. Apenas em fases avançadas surgem olhos e pele amarelados, urina escura e dor abdominal.
“O fígado sofre em silêncio. Tem grande reserva funcional e pode ficar inflamado por muito tempo sem dar sinais claros”, explica Adriano Moraes, diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).
Complicações e riscos
Se não tratadas, hepatites B e C se tornam crônicas em 30% a 40% dos casos, podendo causar cirrose, câncer de fígado e necessidade de transplante.
Como se prevenir
- Vacinação: disponível gratuitamente no SUS para hepatite A e recomendada para todos contra hepatite B;
- Higiene: não compartilhar agulhas, alicates, lâminas, escovas de dente;
- Proteção sexual: uso de preservativos;
- Testagem: fazer exame pelo menos uma vez na vida para hepatites B e C, especialmente acima dos 40 anos.
Atenção às gestantes
O acompanhamento pré-natal identifica a infecção cedo e adota medidas para evitar transmissão ao bebê — que tem risco maior de desenvolver forma crônica se contaminado ao nascer.
Dados oficiais
Entre 2000 e 2024, foram confirmados 826.292 casos: 41,5% hepatite C, 36,6% B e 21,2% A. A região Norte concentra 72,4% dos registros de hepatite D. No período, quase 50 mil óbitos têm causa básica ou associada às hepatites virais, conforme balanço do Ministério da Saúde.
A pasta tem meta de eliminação das hepatites virais no Brasil até 2030. Acompanhe mais informações no Amazônia Realidade.
Fonte: Agência Brasil | Ministério da Saúde