Por Redação | Amazônia Realidade
Mateus Sandyel da Costa Campos, de 24 anos, havia se voluntariado para as forças ucranianas em março. (Foto: Divulgação/Redes sociais)
A mãe do jovem maranhense Mateus Sandyel da Costa Campos, de 24 anos, afirma que o filho morreu na sexta-feira (31/7) durante combate na guerra entre Rússia e Ucrânia. A informação foi passada por colegas brasileiros que lutavam ao lado dele, mas ainda não foi confirmada oficialmente pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).
Natural de Açailândia (MA), na Região Tocantina, Mateus havia se voluntariado para integrar as forças ucranianas em 26 de março deste ano. Segundo a mãe, Diana Silva, ele aceitou a proposta com a promessa de bonificação e salário, com contrato de seis meses. Após cerca de quatro meses de treinamento, foi enviado à linha de frente, mesmo faltando dois meses para o fim do vínculo.
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Como a família recebeu a notícia
Diana contou que o filho evitava detalhar os riscos e, antes de ir à linha de frente, teve o telefone recolhido, ficando sem contato. Ela só soube do ocorrido no domingo (2/8), quando um colega conseguiu falar com a irmã do jovem, já que sua conta no WhatsApp havia sido bloqueada sem explicação.
“Eu só fiquei sabendo porque um colega teve a compaixão de me comunicar”, relatou.
Até o momento, não houve nenhum contato oficial das autoridades ucranianas ou brasileiras.
Corpo em área de difícil acesso
Conforme informações dos colegas, o corpo de Mateus permanece em região de mata sob controle inimigo e alvo de bombardeios. Para ser retirado, teria que ser carregado por cerca de 30 quilômetros até ponto onde veículo militar possa buscá-lo. Somente após chegar à base seria possível confirmar o óbito e emitir documentos oficiais.
A mãe pede que as autoridades ajudem no resgate e no traslado, mas já foi alertada de que o custo pode ser muito alto. Uma alternativa seria o sepultamento em cemitério de heróis na Ucrânia, mas ela deseja trazer o filho ao Brasil.
Alerta a outros jovens
Em seu relato, Diana faz um apelo emocionado a quem pensa em se alistar para conflitos no exterior:
“Não vá. Lidar com esse luto não é fácil. Mãe nenhuma deveria passar pelo que estou passando”.
Ela descreve o filho como jovem corajoso e dedicado à família.
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