Amazônia Realidade
  • Início
  • Internacional
  • Brasil
  • Amazonas
  • Cidade
  • Política
  • Veja mais categorias
    • Polícia
    • Saúde
    • Economia
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Esporte
    • Ciência e Tecnologia
    • Meio Ambiente
No Result
View All Result
  • Início
  • Internacional
  • Brasil
  • Amazonas
  • Cidade
  • Política
  • Veja mais categorias
    • Polícia
    • Saúde
    • Economia
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Esporte
    • Ciência e Tecnologia
    • Meio Ambiente
No Result
View All Result
Amazônia Realidade
No Result
View All Result

Lei Maria da Penha: avanços e desafios aos 20 anos

Norma transformou combate à violência doméstica, mas falta aplicação efetiva

by Editor
7 de agosto de 2026
in Destaque, Justiça
0 0
Home Destaque
Compartilhe

Por Redação | Amazônia Realidade

Legenda: Lei nº 11.340/2006 rompeu com a ideia de que agressões no lar eram assunto particular. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha completa 20 anos como um dos principais marcos legais do Brasil no enfrentamento à violência contra as mulheres. A norma rompeu com a naturalização de agressões que ocorriam “entre quatro paredes”, definindo diferentes tipos de violência e transformando o tema em questão de responsabilidade pública. Apesar dos avanços, desafios como subnotificação, dificuldade de acesso à Justiça e altos índices de feminicídio ainda persistem.

Impacto e evolução da norma

Para a advogada Luciane Mezarobba, especializada em atendimento a mulheres, a lei elevou o combate à violência doméstica, familiar e amorosa a um problema de Estado, superando a ideia de que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”.

“Ela reconheceu que a violência não é apenas física: pode ser psicológica, sexual, patrimonial, moral e vicária. Condutas antes normalizadas passaram a ser punidas”, explicou.

A legislação recebeu atualizações ao longo do tempo, como a inclusão da violência vicária em 2026 — quando o agressor usa terceiros, como filhos ou familiares, para atingir a vítima.

“São avanços que já salvaram muitas vidas, ainda que os números continuem alarmantes”, avaliou.

A socióloga Bruna Camilo destaca que dar nome e classificação às agressões foi fundamental:

“Antes, parecia algo natural ou destino. As mulheres não tinham a quem recorrer. Mas não basta existir a lei; é preciso que todo o sistema de justiça a cumpra efetivamente”, alertou.

Números que ainda assustam

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram que, em 2025, foram registrados 1.568 feminicídios — alta de 4,7% em relação ao ano anterior. Desde que o crime foi tipificado, em março de 2015, ao menos 13.703 mulheres foram assassinadas por razões de gênero.

Um dos entraves graves é o descumprimento de medidas protetivas. Em São Paulo, só no primeiro semestre de 2026, foram registradas 13.301 violações — aumento de 18,7% sobre o mesmo período de 2025. Muitas mulheres relatam que, mesmo com a determinação judicial, não há fiscalização efetiva.

“A medida de distância não é monitorada. Ninguém faz nada, é como se não existisse. Acabei desistindo de cobrar”, contou Júlia*, que teve ordem contra o ex-companheiro ignorada.

Em casos como o de Carla Carolina Miranda da Silva, a violação terminou em morte: ela foi esfaqueada em via pública, mesmo com medida protetiva ativa.

Principais desafios para efetivação

Especialistas apontam sobrecarga do sistema, equipes sem preparo, estrutura precária e falta de sensibilidade em unidades de atendimento.

“Há relatos de mulheres que esperam horas para ser ouvidas, chegando a minimizar a própria dor diante de tantos outros sofrimentos”, contou Luciane Mezarobba.

Bruna Camilo lembra ainda que a violência estrutural exige mudança cultural:

“A sociedade é patriarcal e misógina. Delegacias, juízes e promotores precisam acolher e punir com rigor. Casos como o de Tainara Souza Santos — arrastada e mutilada até a morte em 2025 — mostram o quanto a cultura de posse e desvalorização persiste”, analisou.

Quem é Maria da Penha?

Maria da Penha Maia Fernandes, ativista e símbolo da luta, sofreu duas tentativas de homicídio pelo marido em 1983: levou um tiro enquanto dormia, ficando paraplégica, e depois sofreu tentativa de eletrocussão e cárcere privado. O agressor permaneceu em liberdade por anos, até que o caso chegou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, que condenou o Estado brasileiro por negligência. A legislação foi uma das respostas.

Novas formas de violência

A violência digital — ameaças, exposição e controle por aplicativos e redes sociais — também pode ser enquadrada na Lei Maria da Penha como violência moral, conforme explica Bruna Camilo. Normas como a Lei Lola e a Lei Carolina Dieckmann complementam o enfrentamento, mas dependem de aplicação consistente.

Leia mais em: Agência Brasil.

*Nome fictício para preservar a identidade da entrevistada.

Previous Post

Ninguém acerta Mega-Sena; prêmio acumula para R$ 165 milhões

Next Post

Manaus oferta segunda dose de reforço contra pólio para crianças de 4 anos

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quem somos

Amazônia Realidade

Aqui a notícia é a realidade da Amazônia.

Categorias

  • Amazonas
  • Brasil
  • Cidadania
  • Cidade
  • Ciência e Tecnologia
  • Cultura
  • Destaque
  • Economia
  • Educação
  • Eleições 2026
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Gestão
  • Infraestrutura
  • Internacional
  • Justiça
  • Manaus
  • Meio Ambiente
  • Município
  • Polícia
  • Política
  • Saúde
  • Saúde animal
  • Segurança Pública
  • Solidariedade
  • Tragedia
  • Turismo

Pesquisar

No Result
View All Result
  • Quem somos
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade

Copyright © 2026  Amazônia Realidade. Todos os direitos reservados. Desenvolvimento: Up Marketing | Consultoria: Carlos Rodrigues.

No Result
View All Result
  • Política de Privacidade
  • Política Editorial
  • Portal
  • Quem somos
  • Todas as Notícias

Copyright © 2026  Amazônia Realidade. Todos os direitos reservados. Desenvolvimento: Up Marketing | Consultoria: Carlos Rodrigues.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
Utilizamos cookies para melhorar sua experiência. Ao aceitar, você concorda com nossa política de privacidade. Saiba mais