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Dino aciona PF após TCU apontar R$ 55,4 milhões em emendas suspeitas

Recursos são das chamadas “emendas Pix”, modalidade com falta de rastreabilidade; relator pede prioridade em danos ao Erário

by Editor
7 de agosto de 2026
in Destaque, Justiça
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Home Destaque
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Por Redação | Amazônia Realidade

Ministro Flávio Dino determinou investigação pela PF. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

 

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), aciona PF sobre emendas suspeitas após o Tribunal de Contas da União (TCU) apontar cerca de R$ 55,4 milhões em possíveis irregularidades nas chamadas “emendas Pix”, executadas entre 2020 e 2024. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (7).

Dino recebeu o relatório do TCU em 31 de julho e determinou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, verifique indícios de crimes, podendo abrir novos inquéritos ou juntar os dados a processos já em andamento. A ordem estabelece prioridade para os casos com dano confirmado ao Erário, conforme identificado pelo tribunal de contas.

O que são as emendas Pix

Essa modalidade de transferência especial ficou conhecida pela dificuldade em rastrear o parlamentar responsável e o destinatário final dos valores. O STF passou a acompanhar a execução dessas verbas para garantir o cumprimento de regras constitucionais de transparência e controle, sendo Flávio Dino o relator da ação que trata do tema.

Irregularidades nas emendas suspeitas

O TCU analisou 100 operações destinadas a 74 entes federados, somando R$ 198,1 milhões. Foram detectados R$ 26,3 milhões em prejuízos por falhas de rastreabilidade e transparência; outros R$ 14,9 milhões referentes a pagamentos sem provas válidas ou fora do objetivo definido; e R$ 14,1 milhões por não execução total ou parcial do serviço ou superfaturamento.

Para o ministro, os dados confirmam a persistência de práticas inconstitucionais, o que justifica medidas rigorosas para alinhar a aplicação das emendas individuais aos princípios da administração pública.

Leia mais em: Agência Brasil

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