
Banner e foto: Daira Martins (Ascom/Inpa)
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) festejou seus 72 anos de história neste domingo (23), no Largo de São Sebastião, Centro de Manaus, com cerca de três mil pessoas, na 2ª edição do Ciência na Praça.
Famílias, crianças, estudantes e turistas formaram filas em cada tenda para conversar diretamente com quem faz a ciência da Amazônia: pesquisadores, alunos de mestrado e doutorado, bolsistas e o corpo técnico do Inpa. A proposta foi tirar a ciência dos laboratórios e levar o conhecimento para a praça, de forma viva, acessível e interativa.
Para o diretor do Inpa, Henrique Pereira, o momento marca o encontro mais importante que o Instituto poderia ter no seu aniversário. “Fazer 72 anos é celebrar o passado, mas é sobretudo olhar para o futuro. E o futuro da ciência amazônica só faz sentido se for com o povo. O Ciência na Praça é isso: é o Inpa saindo dos muros do Campus e dizendo ‘esta ciência é sua’. É uma alegria enorme ver o Largo lotado, ver as crianças tocando nos nossos peixes, fazendo perguntas para nossos pesquisadores. Popularizar a ciência é a nossa maior missão hoje, porque sem a sociedade entendendo o valor da floresta, não há como protegê-la. Este é o melhor presente de aniversário que poderíamos ter”, afirmou o diretor.
A professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Tathyane Krahenbuhl, esteve presente com o filho e sobrinhos. Ela ressalta que a ação conecta a pesquisa que está sendo desenvolvida no Inpa com a comunidade. “É uma forma de a gente ter mais noção de tudo que vem sendo feito na Amazônia e, mesmo quem não é da área, conseguir conhecer um pouco mais sobre a biodiversidade e todos os estudos que o Inpa pode proporcionar para a população”, avaliou a professora.
Porções da floresta em 30 tendas
O público pôde percorrer, em poucos metros, o que o Inpa pesquisa na floresta. Com o tema Sustentabilidade, Biodiversidade, Tecnologia, Inovação, Saúde e Clima, o evento reuniu laboratórios, grupos de pesquisa e programas de pós-graduação do Instituto.
Na tenda de Biodiversidade de Fungos e Plantas, os visitantes aprenderam como os cientistas extraem e separam produtos naturais, conheceram os frutos nativos da Amazônia, o Reino dos Cogumelos e a Botânica Econômica.
O universo dos pequenos organismos também chamou atenção e aguçou a curiosidade das crianças, que puderam conhecer a Importância Ecológica das Aranhas, o Mundo das Abelhas sem Ferrão, Insetos Aquáticos em Foco e o Mundo dos Insetos. Ao lado, o público se encantou com as Arraias do Bosque da Ciência, os Organismos Aquáticos, os Peixes Elétricos da Amazônia e as coleções científicas de Mamíferos, Aves e Herpetofauna, além dos trabalhos do Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas (MPGAP).
As torres gigantes que vigiam o clima
Um dos pontos mais visitados foi o espaço dedicado aos grandes projetos climáticos do Inpa. O ATTO – Observatório da Torre Alta da Amazônia, que possui a maior torre de monitoramento climático da América do Sul, com 350 metros de altura e outras duas de 80 metros, mostrou como coleta dados 24h por dia sobre o tempo, a química e a biologia da floresta.
O AmazonFACE, que investiga como a floresta vai reagir ao aumento de gás carbônico na atmosfera, e o Programa LBA, que explicou de forma prática como funcionam os pluviômetros automáticos e convencionais usados para medir a chuva na Reserva do Cuieiras (ZF-2), reforçaram a urgência de discutir as mudanças climáticas.
Encontro e compromisso
Muitas outras tendas mostraram seus projetos e um pouco de como funciona o Instituto, em um dia de aprendizado e encontro com a população e com o trabalho científico.
A 2ª edição do Ciência na Praça encerrou com as comemorações dos 72 anos do Inpa e do compromisso firmado em 1952: fazer ciência na Amazônia, para a Amazônia e com a Amazônia.