
O espetáculo gratuito será apresentado às 19h, pela Mostra Chico Cardoso, seguido da cerimônia de encerramento e premiação do festival
O 20º Festival de Teatro da Amazônia (FTA) chega ao fim neste domingo (11/10) com a apresentação gratuita de “Antígona Travesti”, das elencaS coleTivas + KUMA, às 19h, no Teatro Amazonas, no Centro Histórico de Manaus. O espetáculo com classificação indicativa de 14 anos integra a Mostra Chico Cardoso e encerra a programação artística da edição, que reuniu produções de diferentes estados e ocupou espaços culturais da capital amazonense.
Após a apresentação, o público poderá acompanhar a cerimônia de encerramento, marcada para as 20h10, e a premiação da 20ª edição, a partir das 20h40, também no Teatro Amazonas.

Inspirado na tragédia grega de Sófocles, “Antígona Travesti” transporta a história para uma Tebas contemporânea, transformada em uma megalópole submetida a um regime autoritário, religioso e armamentista. Nesse cenário, Creonte, o poderoso de Tebas, assume o poder após dar um golpe de Estado, fraudando eleições e ocupando as ruas com forças militares e policiais.
A trama acompanha Antígona, uma travesti de 45 anos que atua na defesa dos direitos humanos e da população LGBTQIAPN+, além de manter uma casa de acolhimento para pessoas expulsas de seus lares. Sua vida é atravessada pelo assassinato brutal de Polinice, sua filha de 23 anos, também travesti, no centro de Tebas.
Ao tentar garantir à filha as honras fúnebres e o direito à sepultura, Antígona é confrontada por um decreto de Creonte que proíbe o enterro de Polinice com vestes femininas e nega o reconhecimento de seu nome na lápide. Inconformada, ela convoca uma reunião com travestis e mulheres de Tebas.
A partir desse conflito, a montagem aborda questões como identidade de gênero, violência, autoritarismo, direitos humanos e o direito à existência, estabelecendo um diálogo entre a tragédia clássica e as experiências contemporâneas da população trans.
Ficha técnica
A direção e a dramaturgia de “Antígona Travesti” são assinadas por Renata Carvalho. A produção é do Corpo Rastreado e das elencaS coleTivas + KUMA, com iluminação de Juliana Augusta Vieira.
O elenco reúne Ana Julia Bertrand, Andira Angeli, Ariska Derii, Driz Rolim, Duca Vieira, Eva Topázio, Karla Monamour D’Velasquez, Lenine Charles, Mariellen Kuma, Nalud Annhis, Nicka, Onça Clandestina, Randy Souza, Rebeca Carvalho, Renata Carvalho e Wendy Lady.

A ficha técnica conta ainda com operação de luz de Mayara Cabral, operação de som de Paulo Oliveira e making of de Tainá Taita.
Festival
Em sua 20ª edição, o Festival de Teatro da Amazônia consolida uma trajetória dedicada ao teatro e se estabelece como referência no Norte do país, ao reunir artistas, grupos, coletivos e diferentes gerações em uma programação que conecta a produção amazonense a trabalhos de outros estados.
Ao longo da edição, o FTA ocupou o Teatro Amazonas, Teatro da Instalação, Teatro Gebes Medeiros, Largo de São Sebastião e outros espaços culturais de Manaus. Espetáculos, mostras, ações formativas, debates e encontros integraram a agenda.
O 20º Festival de Teatro da Amazônia é uma realização da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Vale.
O evento conta com apoio do Governo do Amazonas, via Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa; Águas de Manaus; Atelo Inteligência de Dados; Instituto Brasileiro de Teatro (iBT); Prefeitura de Manaus, via Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult); e Samel. Também são parceiros a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Escola Superior de Artes e Turismo (ESAT), o Teatro Lambe-Lambe, o Sesc/Fecomércio/Senac e o Buia Teatro. O Mural Living é o hotel oficial do festival.
FOTOS: Alonso Júnior