
Confusão envolveu advogado e policiais civis na Delegacia da Mulher, no bairro Cidade de Deus, em Manaus. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma ocorrência registrada na Delegacia da Mulher em Manaus, localizada na Zona Leste da capital, terminou em confusão envolvendo um advogado e investigadores da Polícia Civil do Amazonas. O caso teria começado após um desentendimento decorrente de uma situação de trânsito que evoluiu para discussão e, posteriormente, para um confronto físico dentro da unidade policial.
Diante dos fatos, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB/AM), por meio da Comissão de Prerrogativas, esteve presente na delegacia para acompanhar a ocorrência e garantir a integridade física do profissional, além do pleno exercício das prerrogativas da advocacia.
Em nota oficial, a OAB/AM manifestou repúdio à conduta atribuída a investigadores da Polícia Civil e prestou solidariedade ao advogado Dr. Robert Lincoln da Costa Areias. Segundo a entidade, os membros da comissão permaneceram no local até assegurarem que o advogado deixasse a unidade sem ter sido preso em flagrante, acompanhado pelo presidente da comissão, Dr. Alan Johnny Feitosa da Fonseca.
“A Comissão de Prerrogativas manifesta repúdio à conduta violenta atribuída a investigadores da Polícia Civil e presta solidariedade ao advogado, reafirmando que não será admitida qualquer violação às prerrogativas da advocacia”, diz trecho da nota.
A OAB/AM informou ainda que irá acionar o Ministério Público do Estado do Amazonas (PROCEAP) e a Corregedoria do Sistema de Segurança Pública. Entre as medidas solicitadas estão o afastamento cautelar dos envolvidos, a instauração de procedimento administrativo disciplinar e a apuração de possível abuso de autoridade e uso de arma de fogo fora dos limites legais.
Para a entidade, situações como essa são incompatíveis com o Estado Democrático de Direito e não podem ser toleradas, especialmente quando envolvem advogados no exercício da profissão, cuja atuação ocorre na defesa de direitos de terceiros e da própria sociedade.
O caso deve ser apurado pelas autoridades competentes.
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