
Por Redação | Amazônia Realidade
O acordo Mercosul União Europeia foi assinado neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, e encerrou 26 anos de negociações, criando um mercado integrado de cerca de 720 milhões de pessoas.
Diante desse cenário, a cerimônia ocorreu no teatro José Asunción Flores, sede do Banco Central paraguaio. Atualmente, o país preside temporariamente o Mercosul desde dezembro de 2025.
Além disso, o tratado prevê a eliminação gradual de tarifas para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo produtos industriais e agrícolas.
acordo Mercosul União Europeia cria maior zona de livre comércio
Somados, os países da União Europeia e do Mercosul reúnem aproximadamente 720 milhões de consumidores e formam a maior área de livre comércio do planeta.
Atualmente, o Mercosul é composto por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. Já a União Europeia reúne 27 países.
Além disso, a maioria dos governos europeus aprovou previamente o acordo.
Líderes participaram da cerimônia de assinatura
Durante o evento, os presidentes Javier Milei (Argentina), Rodrigo Paz (Bolívia), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai) compareceram à cerimônia, além de autoridades da cúpula europeia.
Do lado europeu, participaram Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.
Por outro lado, por questões de agenda, o presidente Lula não viajou ao Paraguai. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representou o Brasil.
Ratificação depende de parlamentos nacionais
Apesar da assinatura, o tratado ainda precisa passar pela aprovação do Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos países do Mercosul.
Somado a isso, somente após essas etapas o acordo entrará em vigor. A expectativa aponta para uma implementação gradual nos próximos anos.
Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governo brasileiro trabalha para concluir o processo ainda em 2026.
Impactos econômicos e ambientais do tratado
Governos e setores industriais comemoraram o acordo, já que ele pode ampliar exportações e facilitar o acesso a mercados de alto poder aquisitivo.
Por outro lado, agricultores europeus organizam protestos contra a concorrência de produtos sul-americanos, especialmente do setor agropecuário.
Ainda assim, o texto incorpora cláusulas ambientais obrigatórias e prevê sanções em caso de descumprimento do Acordo de Paris.
O que muda com o acordo entre os blocos
Entre os principais pontos, o tratado estabelece a redução progressiva de tarifas de importação para bens industriais e agrícolas.
Além disso, diversos produtos industriais passam a ter tarifa zero desde o início da vigência.
Somado a isso, produtos agrícolas sensíveis contarão com cotas progressivas para evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus.
Por fim, empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na União Europeia, o que amplia oportunidades comerciais.
Foto: Mercosul União Europeia
Fonte: Agência Brasil