
Prefeito cumpre agenda pública após reorganização financeira e retomada de investimentos estratégicos.Foto: Reprodução/Redes Sociais
Por Redação Amazônia Realidade
A gestão Fernando Vieira em Presidente Figueiredo, município localizado a 117 quilômetros de Manaus, no Norte do Amazonas, iniciou 2025 sob forte pressão administrativa. Ao assumir o Executivo municipal em janeiro daquele ano, o prefeito Fernando Vieira (PL) encontrou a prefeitura com contas suspensas por ausência de documentação da gestão anterior e convênios bloqueados, o que impedia o recebimento de recursos e a formalização de novos investimentos. Um ano e um mês depois, a administração apresenta resultados na reorganização fiscal, na retomada de obras estruturantes e no fortalecimento de setores estratégicos da economia local.
O cenário inicial exigiu prioridade técnica. Durante aproximadamente 90 dias, a equipe econômica concentrou esforços na regularização documental e na recomposição da capacidade administrativa do município. Portanto, a liberação das contas representou o primeiro passo para recolocar Presidente Figueiredo na rota de investimentos.
Gestão Fernando Vieira em Presidente Figueiredo e a reconstrução administrativa
Presidente Figueiredo, conhecida como a “Terra das Cachoeiras”, depende historicamente de repasses e convênios para sustentar sua estrutura urbana e rural. Quando esses instrumentos foram suspensos, a administração municipal enfrentou limitações severas para executar políticas públicas.
Após a regularização das pendências, os convênios começaram a ser retomados gradualmente. Ao lado do vice-prefeito Marcelo Paliano (AG), Fernando Vieira estruturou a gestão com foco em reorganização fiscal, infraestrutura e dinamização econômica.
Parceria com a Mineração Taboca e infraestrutura estratégica
Entre as ações estruturantes está a parceria público-privada com a Mineração Taboca, que cedeu maquinário para apoiar a prefeitura na recuperação de ramais e na melhoria da infraestrutura urbana.
A medida impacta diretamente o escoamento da produção rural e a mobilidade interna. Por outro lado, representa uma alternativa emergencial diante das limitações orçamentárias herdadas no início do mandato.
Turismo como vetor econômico na Terra das Cachoeiras
Outro eixo que ganha relevância na gestão Fernando Vieira em Presidente Figueiredo é o turismo, setor estratégico para a economia local. Conhecida nacionalmente por suas cachoeiras, cavernas e balneários naturais, a cidade tem no fluxo turístico uma das principais fontes de renda.
A administração investiu na revitalização do Centro de Atendimento ao Turismo (CAT), estrutura considerada essencial para organizar a recepção de visitantes, orientar roteiros e fortalecer a imagem institucional do município. Enquanto isso, operadores do setor receberam apoio institucional para fortalecer o ecoturismo.
Quando estruturado com planejamento, o turismo gera efeito multiplicador, movimentando comércio, hotelaria e serviços. Portanto, o fortalecimento do setor amplia a base econômica e reduz a dependência exclusiva de transferências públicas.
Agricultura familiar como base econômica complementar
Paralelamente, a agricultura familiar segue como prioridade. A recuperação de ramais, combinada com incentivo logístico, busca fortalecer pequenos produtores e ampliar o abastecimento local.
Essa estratégia conecta infraestrutura e desenvolvimento econômico. Enquanto o turismo atrai visitantes, a produção rural garante circulação interna de renda.
Educação e saúde no centro da agenda pública
A gestão também direciona atenção à educação e à saúde, áreas sensíveis em municípios do interior amazônico. A reorganização fiscal permitiu retomar investimentos básicos e melhorar estruturas existentes.
Embora desafios permaneçam, sobretudo pela limitação estrutural típica de cidades de médio porte, a administração sustenta que o primeiro ano foi decisivo para reorganizar as bases administrativas.
Impacto direto para a população
Para a população, os reflexos mais visíveis estão na recuperação de ramais, na revitalização do turismo e na presença institucional do prefeito nas comunidades.
Humanamente, a reorganização se traduz em obras retomadas e atividades econômicas fortalecidas. No entanto, a consolidação desses avanços dependerá da manutenção do equilíbrio fiscal.
Próximos desdobramentos políticos
Com um ano e um mês de mandato concluídos em fevereiro de 2026, o desafio agora é transformar a fase de recuperação em ciclo sustentável de crescimento. A ampliação de parcerias, a consolidação do turismo e a manutenção da estabilidade fiscal devem pautar os próximos meses.
Em síntese, a gestão Fernando Vieira em Presidente Figueiredo atravessou um primeiro ano marcado por reconstrução institucional e reorganização estratégica. O próximo biênio será determinante para avaliar a capacidade de transformar ajustes administrativos em desenvolvimento permanente.