
Por Redação Amazônia Realidade
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) protocolou representação pedindo a abertura de investigação para identificar autoridades federais que teriam participado de festas promovidas por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em sua residência de veraneio.
No documento, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado afirma que o eventual envolvimento de integrantes da alta cúpula da República “representa um risco sistêmico para a confiança nas instituições públicas”.
Representação se baseia em reportagem da Revista Liberta
O pedido do MP tem como base nota publicada em 22 de janeiro na coluna Reserva Exclusiva, assinada pelo jornalista Luís Costa Pinto, na Revista Liberta.
Segundo a publicação, existiriam vídeos que documentariam festas privadas promovidas pelo ex-banqueiro, com a presença de autoridades dos Três Poderes. A nota menciona que integrantes do governo anterior teriam participado dos encontros e descreve os eventos como reuniões reservadas que reuniam nomes do mercado financeiro, da política e do meio jurídico.
De acordo com a coluna, em uma das ocasiões, imagens teriam sido exibidas em reunião do conselho da distribuidora Reag DTVM, envolvendo um membro de destaque do Judiciário.
Controle rígido e câmeras internas
Ainda conforme a reportagem citada pelo MP, os convidados eram obrigados a deixar seus celulares desligados sob custódia da equipe de segurança. Detectores de metal teriam sido instalados nas entradas dos eventos. Apesar disso, a residência contaria com circuito interno de câmeras.
Procuradas à época, as assessorias jurídica e de imprensa de Daniel Vorcaro e do Banco Master não teriam se manifestado sobre o conteúdo divulgado.
MP alerta para impactos financeiros e administrativos
Na representação formalizada em 29 de janeiro, o subprocurador destaca que a situação descrita carece de esclarecimentos e pode ter repercussões relevantes na administração pública.
O Ministério Público solicita que o TCU adote medidas para:
Identificar procuradores, magistrados e demais agentes públicos federais que possam ter participado dos eventos;
Verificar eventual envolvimento de órgãos ou entidades federais na promoção ou financiamento das festas;
Avaliar possíveis impactos financeiros e administrativos sobre instituições públicas, como o Banco do Brasil, o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo o MP, a gravidade dos fatos não pode ser subestimada e pode exigir medidas cautelares para preservação de provas e garantia da lisura das apurações.
Para o órgão, a demora na investigação pode comprometer a obtenção de informações essenciais e gerar prejuízos ao erário e à moralidade administrativa.
Fonte ICL Notícias