Por Redação | Amazônia Realidade
Novos medicamentos seguem os mesmos padrões de segurança e eficácia exigidos pela legislação. (Foto: Marcello Casal jr / Agência Brasil)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas injetáveis à base de semaglutida, indicadas para pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não conseguem controlar a doença apenas com dieta e exercícios. Os produtos são conhecidos popularmente por auxiliar também na redução de peso e foram liberados por comparação ao medicamento referência Ozempic.
Quais são os novos medicamentos
Os registros foram publicados por meio das Resoluções nº 2.941 e 2.942, ambas de 28 de julho de 2026, no Diário Oficial da União. Os produtos aprovados são:
- Owozy – Ávita Care Importação e Distribuição;
- Seemasun – Sun Farmacêutica do Brasil;
- Zempneo – Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica;
- Semavy – Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos;
- Orsema – Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
Todos devem ser usados como complemento ao tratamento convencional, especialmente quando a metformina não é recomendada ou causa intolerância. O princípio ativo, a semaglutida, age como hormônio natural GLP-1, estimulando a produção de insulina e prolongando a sensação de saciedade.
Maior volume de aprovações
Segundo a Anvisa, esta é a maior quantidade de registros concedida de uma só vez para medicamentos agonistas do receptor GLP-1. O aumento de pedidos está ligado ao desenvolvimento de versões sintéticas do hormônio, a partir de 2022. Atualmente, cerca de 68% dos processos protocolados na área são de produtos sintéticos voltados ao controle da obesidade e do diabetes.
Alertas importantes da vigilância
A agência alerta que não comercializa nenhum medicamento diretamente com a população: o registro apenas autoriza a venda legal em farmácias credenciadas. Qualquer anúncio que afirme que a própria Anvisa vende canetas ou produtos de emagrecimento é golpe e deve ser denunciado pela plataforma Fala.BR.
Também foi reforçado que a substância Retatrutida, ainda em fase de pesquisa pela farmacêutica Eli Lilly, não tem aprovação sanitária em nenhum país do mundo e nem sequer teve pedido de registro apresentado no Brasil. A venda pela internet é ilegal e representa risco grave à saúde, sendo alvo constante de apreensões nas fronteiras nacionais.
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Fonte: Agência Brasil