
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio AM) apresenta um novo panorama da economia estadual, destacando a relevância dos setores de Comércio e Serviços para a geração de emprego, renda, arrecadação e desenvolvimento econômico no estado. Os dados mais recentes reforçam o protagonismo dessas atividades, que seguem sustentando grande parte da dinâmica econômica amazonense.
De acordo com a Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea), o Amazonas conta atualmente com 885.977 empresas registradas nos segmentos de Comércio, Serviços e Indústria, incluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs). Desse total, 768.088 empresas pertencem aos setores de Comércio e Serviços, representando 86,7% das organizações empresariais do estado. Entre maio e junho, o número de empresas desses segmentos apresentou crescimento de 0,75%, evidenciando a vitalidade do empreendedorismo amazonense.
No comércio, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o varejo ampliado acumula crescimento de 2,7% entre janeiro e abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os serviços e o turismo também seguem entre os principais pilares da economia amazonense. O turismo acumula crescimento de 1,1% em 2026 e expansão de 8,9% nos últimos 12 meses, demonstrando sua relevância para a atração de investimentos, geração de oportunidades e fortalecimento da atividade econômica. Juntos, comércio, serviços e turismo continuam impulsionando o desenvolvimento do Amazonas e contribuindo para a geração de emprego, renda e arrecadação.
No último mês da série, abril de 2026, Comércio e Serviços somavam 390.524 empregos formais, respondendo por 68,4% de todos os vínculos com carteira assinada no Amazonas, segundo o Caged. No mês, os dois segmentos registraram saldo positivo de 1.542 novas vagas, consolidando sua posição como os maiores empregadores da economia estadual.
Outro indicador que reforça a importância do setor terciário é sua participação na geração de riqueza do estado. No primeiro trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas cresceu 7,13% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Nesse cenário, Comércio e Serviços avançaram 8,09% e responderam por 46,32% do PIB do Amazonas, consolidando-se como os principais motores da economia.
Além de liderarem a geração de empregos, Comércio e Serviços também seguem como os maiores arrecadadores de tributos do Amazonas. A arrecadação de ICMS do comércio e serviços no Amazonas totalizou R$ 782 milhões em maio de 2026, de acordo com dados da Sefaz AM, o que representa uma participação de 55,4% do setor no total do ICMS estadual.
Levantamento da CNC
Os indicadores da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reforçam a confiança dos agentes econômicos. Em maio, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de Manaus atingiu 113,3 pontos, permanecendo em zona de otimismo. Já o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 126 pontos, demonstrando a manutenção de um ambiente favorável ao consumo na capital amazonense.
Os dados apresentados integram a edição de junho de 2026 do Panorama Econômico da Fecomércio Amazonas, publicação que reúne análises e indicadores sobre a economia estadual, com foco nos setores de Comércio, Serviços e Turismo. O conteúdo completo está disponível para consulta no portal da Fecomércio Amazonas: www.fecomercio-am.org.br .