Por Redação | Amazônia Realidade

Paralisação afeta trabalhadores, empresas e a circulação em vias estratégicas da capital. (Foto: Reprodução / Redes sociais)
Manaus amanheceu com graves transtornos de trânsito nesta quinta-feira (20/08). Motoristas do transporte especial que atende funcionários das fábricas do Distrito Industrial cruzaram os braços, gerando filas quilométricas e bloqueio em vias como a Torquato Tapajós, Bola da Suframa, Cosme Ferreira, Autaz Mirim, Avenida das Torres e Bola da Samsung, entre outras.
A paralisação é liderada por Gilvancir Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus e candidato a deputado estadual pelo partido Avante, que integra a coligação do ex-prefeito David Almeida.
Motivos da paralisação
O movimento foi deflagrado após a categoria recusar proposta de reajuste salarial de 3% apresentada durante negociações. Além de aumento salarial, os trabalhadores cobram revisão da carga horária, melhorias no auxílio alimentação e condições de trabalho.
A categoria é representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), enquanto as empresas integram o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento do Estado do Amazonas (Sifetran).
Questionamentos sobre a liderança
Segundo críticas dentro do próprio setor, Gilvancir Oliveira não representaria legalmente o sindicato dos trabalhadores de transporte fretado, mas teria se infiltrado para comandar e manter a paralisação, gerando caos e prejuízos à economia do estado e à população.
Contexto eleitoral
O episódio ocorre em pleno período de campanha eleitoral. Gilvancir Oliveira disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas pelo Avante, legenda ligada à coligação de David Almeida. A situação levanta questionamentos sobre a coincidência entre a paralisação — que afeta milhares de pessoas — e a agenda eleitoral do candidato.
Impacto geral
Além dos funcionários do Polo Industrial, que enfrentam dificuldades para cumprir a jornada de trabalho, toda a população foi prejudicada. O bloqueio de vias principais provocou atrasos generalizados, prejuízos à produção das fábricas e reflexos diretos na economia da capital.
Usuários e empresários cobram solução imediata e destacam que a disputa entre entidades e a agenda eleitoral não devem prejudicar o direito ao trabalho e a livre circulação da população.
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