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Dois novos casos de possível cura do HIV são anunciados; total chega a 13 no mundo

Pacientes estão há 14 e 12 meses sem antirretrovirais e sem carga viral detectável; procedimento com células-tronco é restrito a doenças graves do sangue

by Editor
27 de julho de 2026
in Destaque, Internacional, Saúde
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Home Destaque
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Por Redação | Amazônia Realidade

Célula infectada por partículas do vírus HIV, anexas à superfície. (Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases / NIAID)

Médicos e pesquisadores anunciaram nesta segunda-feira (27) mais dois casos de possível remissão sustentada do HIV, elevando para 13 o total de registros no mundo. Os pacientes interromperam o uso de medicamentos antirretrovirais e mantêm o vírus indetectável há 14 e 12 meses, respectivamente.

Como ocorreu a remissão

Ambos receberam transplantes de células-tronco para tratar doenças graves do sangue. Os doadores tinham a mutação genética rara CCR5-delta32, que impede a entrada das formas mais comuns do HIV nas células de defesa. Um dos casos é o chamado paciente de Kansas City, de 21 anos; o outro também convivia com hepatite B.

Os especialistas classificam o quadro como “remissão sustentada”, pois o tempo sem tratamento ainda é considerado curto para ser definido definitivamente como cura. Os dados serão apresentados na 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, que começa nesta semana no Rio de Janeiro.

Importante: não é tratamento comum

Os pesquisadores alertam que o transplante é procedimento de alto risco e só deve ser feito quando há indicação médica para tratar doenças hematológicas graves — não se trata de uma alternativa ao uso de antirretrovirais.

Atualmente, estudos buscam formas seguras e acessíveis de reproduzir o efeito protetor, como terapias genéticas, anticorpos e estratégias de fortalecimento imunológico. Até que uma opção ampla esteja disponível, o tratamento contínuo segue como a forma eficaz de manter a carga viral indetectável e evitar transmissão.

Acompanhe outras notícias da área da saúde no Amazônia Realidade.

Fonte: G1

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