Por Redação | Amazônia Realidade
Célula infectada por partículas do vírus HIV, anexas à superfície. (Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases / NIAID)
Médicos e pesquisadores anunciaram nesta segunda-feira (27) mais dois casos de possível remissão sustentada do HIV, elevando para 13 o total de registros no mundo. Os pacientes interromperam o uso de medicamentos antirretrovirais e mantêm o vírus indetectável há 14 e 12 meses, respectivamente.
Como ocorreu a remissão
Ambos receberam transplantes de células-tronco para tratar doenças graves do sangue. Os doadores tinham a mutação genética rara CCR5-delta32, que impede a entrada das formas mais comuns do HIV nas células de defesa. Um dos casos é o chamado paciente de Kansas City, de 21 anos; o outro também convivia com hepatite B.
Os especialistas classificam o quadro como “remissão sustentada”, pois o tempo sem tratamento ainda é considerado curto para ser definido definitivamente como cura. Os dados serão apresentados na 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, que começa nesta semana no Rio de Janeiro.
Importante: não é tratamento comum
Os pesquisadores alertam que o transplante é procedimento de alto risco e só deve ser feito quando há indicação médica para tratar doenças hematológicas graves — não se trata de uma alternativa ao uso de antirretrovirais.
Atualmente, estudos buscam formas seguras e acessíveis de reproduzir o efeito protetor, como terapias genéticas, anticorpos e estratégias de fortalecimento imunológico. Até que uma opção ampla esteja disponível, o tratamento contínuo segue como a forma eficaz de manter a carga viral indetectável e evitar transmissão.
Acompanhe outras notícias da área da saúde no Amazônia Realidade.
Fonte: G1