Por Redação | Amazônia Realidade
Trabalho técnico alia segurança, preservação e conscientização para que evento e patrimônio possam coexistir — Foto: Divulgação / Implurb
Técnicos, gestores, arquitetos e urbanistas do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) estão atuando de forma permanente durante toda a realização do #SouManaus Passo a Paço 2026. O trabalho vai além da simples fiscalização: as equipes percorrem os espaços do Centro Histórico orientando o público, os organizadores e os responsáveis por estruturas montadas, sempre com um princípio central: a preservação do patrimônio e o fortalecimento do sentimento de pertencimento da população com a cidade. Leia mais.
Segurança e cuidado em cada detalhe
Entre as ações acompanhadas estão a verificação de segurança de instalações, fiações e estruturas temporárias; o controle de acesso ao Skyglass, no mirante Lúcia Almeida, para evitar superlotação; e orientações sobre comportamento seguro, como a recomendação para que visitantes não se sentem em parapeitos de prédios históricos. A equipe também monitora constantemente as condições gerais dos locais e situações que possam colocar em risco o patrimônio ou a segurança das pessoas.
Árvore pichada alerta sobre necessidade de conscientização
Uma das ocorrências que mais chamou a atenção foi registrada na praça Dom Pedro II, onde uma árvore centenária foi pichada durante a programação. Para a arquiteta e urbanista Landa Bernardo, gerente de Patrimônio Histórico, o episódio mostra que ainda é preciso avançar na educação patrimonial.
“Não falo só das questões da edificação, das áreas de acessibilidade, mas também do paisagismo. Ontem nós vimos uma árvore pichada na praça Dom Pedro II, uma praça muito antiga, centenária. Isso acaba desvalorizando o meio onde você está e também desvalorizando o #SouManaus, que é um evento cultural, que agrega parte histórica, música, arte e gastronomia. As pessoas têm que ter mais conscientização, zelar pelo espaço, ter o pertencimento do espaço”, destacou.
Problemas identificados e resolvidos
A atuação atenta também permitiu corrigir outras situações: irregularidade no funcionamento dos jatos do chafariz, que molhavam excessivamente o piso; e uso indevido de acesso por imóvel particular na rua Visconde de Mauá, resolvido rapidamente pelo colegiado de coordenação do evento.
Preservar é responsabilidade de todos
Para o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, a presença da instituição é forma de mostrar que grandes eventos e cuidado com a cidade podem caminhar juntos.
“Um evento da dimensão do #SouManaus movimenta a cidade, aproxima as pessoas do centro histórico e valoriza nossos espaços. Por isso, esse trabalho integrado é tão importante. O Implurb está presente para orientar, prevenir e ajudar a garantir que a ocupação desses lugares aconteça com segurança, respeito e cuidado. Preservar o patrimônio é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público, os organizadores e cada pessoa que utiliza a cidade”, afirmou.
Landa Bernardo reforça ainda que o conceito de pertencimento deve fazer parte do dia a dia, não só de festas.
“Gerar a cultura do pertencimento é demorada. Mas por que não usar esse evento e dizer: olha, nós estamos num ambiente que precisa ser cuidado, ser valorizado? Ao entrar e ao sair, tomar o mesmo cuidado. Chegou, viu que estava limpo, continua limpo; não pichar, não quebrar, não sujar. Esse é um dos maiores legados do #SouManaus: a preservação, o conhecimento, o pertencimento”, ressaltou.
Ela completa dizendo que preservar vai muito além de proteger construções antigas.
“O respeito, o zelo por qualquer ambiente, principalmente no Centro, é importante, porque você está mantendo o legado cultural, o passado, tudo que aconteceu naquele espaço. Então, preservar o passado, manter o presente é garantir o futuro”, concluiu.
Com informações da Prefeitura de Manaus / Implurb