Por Redação | Amazônia Realidade
Cerimônia reuniu representantes das três agremiações e autoridades no Teatro Amazonas. (Foto: Divulgação / SEC)
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa lançou oficialmente, nesta quarta-feira (29/07), no Teatro Amazonas, a 28ª edição do Festival de Cirandas de Manacapuru, município a 68 quilômetros de Manaus. O evento reuniu representantes das três agremiações que vão disputar a tradicional festa: Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional.
O festival está marcado para os dias 28, 29 e 30 de agosto, no Parque do Ingá, em Manacapuru. Neste ano, o Governo do Amazonas ampliou o apoio, investindo R$ 1,3 milhão para cada uma das três cirandas. Durante a cerimônia de lançamento, cada grupo apresentou um pouco do espetáculo que preparou para a disputa, antecipando a arte e a rivalidade cultural que movimenta milhares de pessoas todos os anos.
Reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Amazonas, o festival é uma das maiores manifestações da cultura popular amazonense, responsável por preservar tradições, fortalecer a identidade regional e impulsionar a economia criativa na região.
“A importância do festival é enorme, não só para Manacapuru, mas para toda a região. A economia solidária e circular que se desenvolve durante esses eventos é muito significativa. O Governo do Amazonas é sempre um grande fomentador desse movimento. Além do legado cultural e do sentimento de pertencimento, um evento dessa magnitude faz toda a diferença para uma cidade como Manacapuru”, destacou o secretário Caio André.
Apresentações também em Manaus
Antes da disputa em Manacapuru, o público da capital também poderá conferir as cirandas gratuitamente no Largo de São Sebastião, sempre às sextas-feiras de agosto: dia 7 se apresenta a Flor Matizada; dia 14, a Guerreiros Mura; e no dia 21, a Tradicional. A ação visa ampliar a divulgação do festival e levar a cultura popular para moradores e turistas.
Temas que retratam a Amazônia
Cada agremiação preparou um espetáculo inspirado em saberes ancestrais, narrativas amazônicas e reflexões sobre preservação. A Flor Matizada abre o evento, no dia 28, com o tema “Witoriro, o Futuro Ancestral”, que percorre conhecimentos de povos originários e a força da floresta.
“Esse apoio não beneficia só a festa: movimenta a economia e gera oportunidades para costureiras, artistas, produtores de alegorias e tantos outros profissionais. Convido todo mundo para prestigiar, tanto na capital quanto em Manacapuru”, disse Alexandre Queiroz, presidente da Flor Matizada.
No dia 29, a Guerreiros Mura apresenta “Ykawarù: A Cosmogonia do Bem e do Mal Apuricá”, baseada nos mitos de criação do povo Apuricá, valorizando a ancestralidade indígena e a relação com a natureza.
“Estamos muito felizes em chegar a este momento e poder estar no palco do Teatro Amazonas, reconhecido pela Unesco. A cultura de Manacapuru cresce a cada ano graças a esse apoio”, afirmou Renato Teles, presidente da agremiação.
Para encerrar, no dia 30, a Tradicional traz “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”, que debate degradação ambiental, defesa dos povos tradicionais e preservação da Amazônia.
“A expectativa é ainda maior com esse apoio do governo. Nós vamos realizar um dos maiores festivais que a cidade já teve em 2026. Somos os atuais campeões e vamos buscar mais uma conquista”, garantiu Magal Pinheiro, presidente da Tradicional.
Com a expectativa de receber milhares de visitantes, o 28º Festival de Cirandas de Manacapuru reafirma seu lugar como um dos principais eventos de cultura popular do Brasil, reunindo tradição, arte e identidade em um espetáculo que atravessa gerações.
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Fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa