Por Redação | Amazônia Realidade

Conversa de mais de uma hora abordou comércio, segurança e conflitos internacionais. (Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, na manhã desta sexta-feira (21/08), para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de defender a retomada das negociações comerciais bilaterais e discutir a contenção de conflitos internacionais. Durante a conversa de 1 hora e 20 minutos — classificada pelo Planalto como cordial — Lula afirmou que as alegações americanas que motivaram a imposição de novas tarifas contra o Brasil são infundadas.
Tarifas e comércio
O governo norte-americano justificou as medidas alegando desmatamento, acordos preferenciais, questões de propriedade intelectual, combate à corrupção, funcionamento do Pix, produção de etanol e importação de produtos com suposto uso de trabalho forçado. Lula argumentou que as tarifas prejudicam ambos os países e defendeu o diálogo como melhor caminho. Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais e propôs reunião breve entre as equipes diplomáticas.
Segurança e cooperação
Na área de segurança, Lula reiterou o interesse em cooperação no combate ao crime organizado, destacando que grupos criminosos não se confundem com organizações terroristas. Apresentou avanços como a apreensão de cerca de R$ 17 bilhões em ações de asfixia financeira, a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. Trump se dispôs a reforçar a cooperação e indicará funcionários de alto escalão.
Conflitos globais
Os dois também debateram as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, concordando sobre a urgência de saída negociada para o conflito russo-ucraniano. Lula lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU e sugeriu reunião extraordinária. “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”, declarou.
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