Investigação apura falhas nos equipamentos utilizados durante a atividade. (Foto: Reprodução)
Por Redação | Amazônia Realidade
A morte em salto sem corda ocorrida em Limeira, no interior de São Paulo, levou a Justiça a decretar a prisão preventiva de três suspeitos neste domingo (14). Eles haviam sido presos em flagrante após o acidente que matou a jovem Maria Eduarda Rodrigues Freitas, de 21 anos.
Segundo a Polícia Civil, os investigados têm 27, 32 e 42 anos e responderão por homicídio com dolo eventual. Nesse tipo de enquadramento, entende-se que os envolvidos assumiram o risco de provocar o resultado.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada por videoconferência. Com isso, os suspeitos permanecerão presos durante o andamento das investigações.
Morte em salto sem corda ocorreu durante atividade esportiva
De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem participava de uma atividade de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis.
As investigações apontam que os equipamentos de segurança não estavam devidamente fixados no momento do salto. A vítima sofreu a queda e morreu no local, apesar do atendimento prestado por equipes do Samu.
Seis pessoas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos. Após os depoimentos, três delas acabaram presas em flagrante.
Mais informações sobre investigações criminais podem ser consultadas no portal da Polícia Civil de São Paulo.
Empresa não tinha autorização, diz governo
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, a empresa responsável pela atividade não possuía autorização para realizar esse tipo de prática esportiva.
Além disso, vídeos compartilhados nas redes sociais indicariam que a vítima teria sido lançada sem estar conectada ao sistema de cordas utilizado no rope jump.
Diante desse cenário, a Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do acidente e a possível responsabilidade dos envolvidos.
Ponte já registrou outros acidentes
A Ponte do Esqueleto é conhecida na região pela realização de saltos de aventura. No entanto, o local já foi cenário de outros acidentes nos últimos anos.
Segundo registros da imprensa local, ao menos duas pessoas ficaram feridas em ocorrências semelhantes no ano passado. Em 2024, a área chegou a ter o acesso bloqueado após um acidente fatal envolvendo uma ciclista.
A Prefeitura de Limeira divulgou nota de pesar e informou que colaborará com as autoridades responsáveis pela investigação.
Por fim, a academia onde Maria Eduarda trabalhava também lamentou a morte da jovem e prestou solidariedade aos familiares e amigos.
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Fonte: ICL Notícias