Por Redação | Amazônia Realidade
Nilmar Oliveira, à direita, ao lado de Alfredo Nascimento, hoje presidente estadual do PL — Foto: Divulgação / Arquivo
Nilmar Oliveira, que aparece em registro ao lado de Alfredo Nascimento, atual presidente estadual do Partido Liberal (PL) no Amazonas, é o principal nome da Operação Combustão, deflagrada nesta quinta-feira (24) pela Polícia Federal. Candidato a deputado federal pelo PL nas eleições de 2022, com o número 2211 e 6.772 votos, ele é investigado por suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular — todos ligados àquele pleito, sem relação com as eleições de 2026.
A imagem reforça a ligação do investigado com a legenda pela qual concorreu ao cargo. A PF cumpre diligências em Manaus, incluindo a sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM), então presidida por ele.
O que a PF apura
Conforme documentos da corporação, a Operação Combustão investiga três frentes: desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular, todos ligados ao processo eleitoral de 2022.
A PF identificou movimentações financeiras consideradas atípicas, entre elas um valor de R$ 831.147 registrado entre 30 de maio e 28 de novembro de 2022 — período que coincide com a campanha eleitoral.
Além de Nilmar, são citadas as empresas V J Prado Marques e Comércio de Materiais e Serviços de Construção, ligadas a Valber José Prado Marques, e Thiago Dias Costa, identificado como administrador financeiro da campanha.
Mandados de busca e bloqueio de R$ 17 milhões
A Justiça Eleitoral autorizou seis mandados de busca e apreensão, cumpridos em Manaus, incluindo a sede da AADESAM. Também foi determinado o bloqueio de bens e valores superiores a R$ 17 milhões, visando garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Prestação de contas sob escrutínio
Os investigadores devem comparar os dados declarados à Justiça Eleitoral com as transações bancárias efetivas. Estão sob análise a origem de doações, pagamentos a fornecedores e valores que possam ter sido omitidos da prestação de contas oficial, o que pode configurar financiamento irregular ou lavagem de dinheiro.
Não há vínculo com 2026
Todos os fatos investigados referem-se ao período de 2021–2022. Não há, até o momento, qualquer indício de envolvimento de Nilmar Oliveira ou de outras pessoas citadas no processo eleitoral em curso neste ano.
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