Por Redação | Amazônia Realidade
Pesquisa em ação: castanheiras, carbono e sistemas agroflorestais. (Foto: Izabela Lima / Nupro/Inpa)
Uma expedição científica do Núcleo de Pesquisa de Rondônia (Nupro), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), está mapeando o potencial das castanheiras-do-brasil para capturar carbono em sistemas agroflorestais.
Os trabalhos foram realizados em áreas rurais de Itapuã d’Oeste e no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho (RO).
Como funciona o estudo
Os pesquisadores medem diâmetro, altura e localização das árvores da espécie Bertholletia excelsa, uma das mais importantes da Amazônia.
Esses dados permitem calcular a biomassa acumulada e quantificar quanto carbono essas plantas conseguem retirar da atmosfera.
Também são coletadas amostras de solo para verificar o carbono armazenado no subsolo, além de entrevistas com os proprietários rurais sobre a história de uso da terra.
Resultados e desafios
Conforme explica a bolsista PCI Susan Aragón, o estudo confirma o grande potencial dos sistemas agroflorestais como forma de mitigar as mudanças climáticas.
“Analisando castanhais implantados desde a década de 1980, vimos a capacidade real dessas áreas — mas também os desafios que os produtores enfrentam, com custos altos e longa espera até a colheita”, destaca.
Ciência aplicada à região
O trabalho mostra a atuação do Nupro: unir ciência, agricultores e instituições para aliar produção, conservação e desenvolvimento sustentável.
A equipe multidisciplinar reúne especialistas em botânica, geografia, ciências ambientais e taxonomia, com apoio administrativo e logístico para levar pesquisa de qualidade até o campo.
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Fonte: Nupro/Inpa