Por Redação | Amazônia Realidade
Orelhões serão retirados das ruas de todo o Brasil. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Os chamados orelhões, que já somaram 1,5 milhão de unidades, começam a ser desativados. A mudança resulta do fim dos contratos de concessão das operadoras, que terminou em 2025.
Diante desse cenário, as empresas migraram para um regime de autorização. Nesse novo modelo, a manutenção da imensa rede de telefonia fixa pública se tornou inviável.
Atualmente, restam apenas cerca de 30 mil terminais em operação no país. A maior parte deles está localizada no estado de São Paulo.
Fim das concessões acelera extinção
Os contratos que obrigavam as teles a manter os orelhões foram assinados em 1998. Eles chegaram ao término definitivo em dezembro do ano passado.
Somado a isso, a Anatel buscou incentivar investimentos em banda larga. Consequentemente, o antigo modelo de telefonia pública perdeu prioridade.
A própria agência reguladora conduziu os acordos para a transição. O objetivo era adaptar o serviço ao novo marco legal do setor.
Por outro lado, a crise financeira de uma grande operadora complicou o processo. A Oi, que detém a maior base de orelhões, está em recuperação judicial desde 2016.
Onde os telefones públicos ainda funcionam
Na prática, a retirada não será total imediatamente. A Anatel estabeleceu uma exceção importante para localidades sem cobertura 4G.
Assim, aproximadamente 9 mil orelhões permanecerão ativos até 2028. Eles ficarão em áreas onde são a única opção de acesso à telefonia de voz.
A localização exata desses terminais pode ser consultada no portal da Anatel na internet. A maior parte da infraestrutura remanescente pertence à Oi, com 6.707 unidades.
De modo semelhante, outras operadoras já iniciaram o desligamento. Vivo, Algar e Claro/Telefônica devem retirar seus cerca de 2 mil aparelhos ainda este ano.
Compromissos das operadoras no novo modelo
Em contrapartida à flexibilização, as empresas assumiram novos investimentos. Os compromissos estão detalhados no novo regime de autorização.
Dessa forma, elas se obrigaram a expandir infraestrutura de fibra óptica. A instalação de antenas para rede 4G em locais desassistidos também é parte do acordo.
Adicionalmente, as teles devem conectar escolas públicas e construir data centers. Há ainda a previsão de implantação de cabos submarinos e fluviais.
Por fim, a Anatel reforça que o cidadão pode solicitar o desligamento de unidades. O pedido deve ser feito diretamente à operadora ou através da central 1331.
Fonte: Agência Brasil