Amazônia Realidade
  • Início
  • Internacional
  • Brasil
  • Amazonas
  • Cidade
  • Política
  • Veja mais categorias
    • Polícia
    • Saúde
    • Economia
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Esporte
    • Ciência e Tecnologia
    • Meio Ambiente
No Result
View All Result
  • Início
  • Internacional
  • Brasil
  • Amazonas
  • Cidade
  • Política
  • Veja mais categorias
    • Polícia
    • Saúde
    • Economia
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Esporte
    • Ciência e Tecnologia
    • Meio Ambiente
No Result
View All Result
Amazônia Realidade
No Result
View All Result

Quasar Cia de Dança leva ao Teatro Amazonas espetáculo que provoca reflexão sobre a devastação ambiental

by Editor
15 de outubro de 2026
in Cultura
0 0
Home Cultura
Compartilhe

Com oito bailarinos em cena, “Menos da Metade” retrata a beleza e a resistência do Cerrado e propõe uma reflexão que também dialoga com a realidade amazônica; apresentação aberta ao público será no dia 20 de outubro, às 20h

Em um momento em que as queimadas e seus impactos ambientais preocupam a população de Manaus, a dança contemporânea se transforma em um convite à reflexão sobre a relação entre o ser humano e a natureza. É nesse contexto que a Quasar Cia de Dança apresenta o espetáculo “Menos da Metade”, no dia 20 de outubro, às 20h, no Teatro Amazonas, levando ao palco uma narrativa sobre a beleza, a devastação e a resistência do Cerrado.

Embora tenha como ponto de partida o bioma do Centro-Oeste brasileiro, a obra aborda questões que ultrapassam fronteiras geográficas e encontram eco na Amazônia, onde as queimadas, o desmatamento e as mudanças climáticas também despertam preocupações sobre o futuro ambiental. O Cerrado é o território retratado, mas a reflexão proposta pelo espetáculo também pertence à realidade amazônica.

Criado pelo coreógrafo Henrique Rodovalho, com direção geral de Vera Bicalho, “Menos da Metade” reúne oito bailarinos em cena e acompanha as transformações de um bioma que já perdeu mais da metade de sua vegetação natural. A montagem percorre o ciclo climático do Cerrado e revela, por meio dos movimentos, as marcas da exploração do território e os impactos da ação humana sobre a natureza.


“O espetáculo é uma tentativa de fazer o público sentir o Cerrado no corpo”, destaca Rodovalho.

Manaus é a primeira cidade a receber a circulação nacional da montagem em 2026, com duas apresentações: a primeira, no dia 19 de outubro, fechada para estudantes, e a segunda, no dia 20, aberta ao público, no Teatro Amazonas.

Da beleza natural aos impactos da devastação

A narrativa começa com as águas que fazem florescer o Cerrado e transformam sua vegetação. As noites frescas e sonoras do inverno goiano, traduzidas pela trilha sonora dos músicos Luiz Fernando Clímaco e Henrique Reis, revelam a atmosfera desse período. A coreografia expressa a beleza da paisagem, a contorção das árvores e a leveza dos sons da natureza.

Na sequência, a seca avança. O verde desaparece e os corpos passam a expressar o calor, a poeira, a aridez e a exaustão. Os bailarinos deixam de representar apenas elementos naturais e passam a revelar também o ser humano diante das condições extremas do ambiente.


O espetáculo ganha contornos mais tensos ao abordar a exploração do território, a expansão do agronegócio, as queimadas e o desmatamento. A destruição da vegetação nativa e do habitat animal contrasta com o luxo das vestimentas associadas ao poder econômico. Aos poucos, os elementos cênicos desaparecem e o palco se transforma em um território esvaziado de recursos.

É nesse percurso que a montagem estabelece uma conexão sensível com questões ambientais que também fazem parte da realidade amazônica. Sem deixar de retratar as particularidades do Cerrado, “Menos da Metade” convida o público de Manaus a refletir sobre os efeitos da devastação ambiental e sobre a necessidade de preservar os biomas brasileiros.

Reflexão que parte do Cerrado e ultrapassa fronteiras

“Menos da Metade” é o primeiro trabalho em que a Quasar aborda diretamente uma questão relacionada ao seu território de origem, trazendo para a dança contemporânea as transformações ambientais do Centro-Oeste.

“É a primeira vez que a Quasar trata de um assunto especialmente do seu lugar de existência. Até então, nós nunca tínhamos criado algo especificamente do Centro-Oeste, do nosso Cerrado”, afirma o coreógrafo Henrique Rodovalho.

Para ele, a obra também nasce da necessidade de ampliar o debate sobre os impactos da crise ambiental e as consequências da exploração dos recursos naturais.

“Eu tenho pensado nesse trabalho há bastante tempo e cada vez mais percebo sua necessidade. Nos últimos anos, tivemos episódios de temperaturas fora do comum em todo o Brasil, com secas devastadoras em alguns lugares e chuvas destruidoras em outros. Até mesmo para quem é produtor rural, essas condições são prejudiciais. Goiás é o estado que mais tem terras produzindo soja ou criando bovinos. Precisamos de mais terras para garantir novas safras e rebanhos? A ideia desse espetáculo da Quasar é levantar essas questões, mesmo que cause incômodo. Debater isso, a partir de um estado que desmata e está perdendo seu bioma, é nossa obrigação”, explica Rodovalho.

Apesar das imagens de devastação, a narrativa também abre espaço para a esperança. Uma árvore simboliza a permanência da vida e a capacidade de resistência da natureza, mesmo diante das transformações provocadas pela ação humana.

Dança, música e resistência no palco

Reconhecida nacional e internacionalmente por sua linguagem autoral, a Quasar Cia de Dança mantém em “Menos da Metade” características marcantes de suas criações, como a precisão técnica, os movimentos fragmentados, os deslocamentos inesperados e interrompidos e uma ocupação pouco convencional do espaço.

A relação entre música, coreografia e bailarinos contribui para construir uma dramaturgia física que transita entre a beleza, a tensão e a fragilidade ambiental.

Henrique Rodovalho também assina o desenho de luz, que acompanha as diferentes fases do Cerrado ao longo do espetáculo. O figurino é de Cássio Brasil e o cenário, de Marcus Camargo.

A trilha sonora de Luiz Fernando Clímaco e Henrique Reis reúne referências a composições consagradas de músicos goianos, sonoridades características do Cerrado e ritmos percussivos, ampliando a experiência sensorial da montagem.

Os ingressos para a plateia custam R$ 10, enquanto os demais assentos têm entrada livre. As vendas são realizadas pelo site shopingressos.com ou na bilheteria do Teatro Amazonas.

A temporada de “Menos da Metade” 2026 é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo PicPay, com realização da Quasar Cia de Dança e Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

Fotos: Divulgação / Quasar Cia de Dança

Previous Post

Brena Dianná defende valorização salarial e concursos públicos para professores no Amazonas

Next Post

TCE-AM reforça atuação institucional no enfrentamento às queimadas e à estiagem no Amazonas

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quem somos

Amazônia Realidade

Aqui a notícia é a realidade da Amazônia.

Categorias

  • Amazonas
  • Brasil
  • Cidadania
  • Cidade
  • Ciência e Tecnologia
  • Cultura
  • Destaque
  • Economia
  • Educação
  • Eleições 2026
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Gestão
  • Infraestrutura
  • Internacional
  • Justiça
  • Manaus
  • Meio Ambiente
  • Município
  • Polícia
  • Política
  • Saúde
  • Saúde animal
  • Segurança Pública
  • Solidariedade
  • Tragedia
  • Turismo

Pesquisar

No Result
View All Result
  • Quem somos
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade

Copyright © 2026  Amazônia Realidade. Todos os direitos reservados. Desenvolvimento: Up Marketing | Consultoria: Carlos Rodrigues.

No Result
View All Result
  • Política de Privacidade
  • Política Editorial
  • Portal
  • Quem somos
  • Todas as Notícias

Copyright © 2026  Amazônia Realidade. Todos os direitos reservados. Desenvolvimento: Up Marketing | Consultoria: Carlos Rodrigues.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
Utilizamos cookies para melhorar sua experiência. Ao aceitar, você concorda com nossa política de privacidade. Saiba mais