Por Redação | Amazônia Realidade
Projeto marca nova etapa de revitalização do Centro Histórico. (Foto: Carlos Oliveira/Semcom/Prefeitura de Manaus)
O prefeito de Manaus, Renato Junior, assinou, nesta quinta-feira (6), a ordem de serviço para a requalificação urbana do trecho entre as ruas 10 de Julho e Ramos Ferreira, no Centro Histórico. A iniciativa vai transformar a rua Ferreira Pena na primeira “Rua Gastronômica de Manaus”, com o objetivo de reocupar imóveis históricos hoje fechados, impulsionar o turismo, a cultura e o desenvolvimento econômico da região.
Integrante do programa municipal “Nosso Centro”, o projeto vai transformar cerca de 190 metros da via em espaço permanente voltado ao lazer, gastronomia e convivência, com prioridade aos pedestres, valorização do patrimônio histórico e estímulo a novos investimentos privados.
“O meu coração está no centro de Manaus. Fico emocionado em participar desse momento, porque esse é um sonho que estamos realizando. Também faço questão de reconhecer os empreendedores e empresários que acreditaram nesta rua, começaram a trazer cultura, gastronomia e movimento para cá. Agora a prefeitura chega para somar esforços e transformar a Ferreira Pena na primeira ‘Rua Gastronômica de Manaus’”, afirmou o prefeito Renato Junior.
Detalhes da obra e prazo
Com prazo de execução de seis meses, a intervenção prevê substituição do asfalto por pavimento em blocos intertravados, novas calçadas em pedra quartzito natural antiderrapante, iluminação cênica, mobiliário urbano, paisagismo, preservação das árvores, acessibilidade, reorganização da iluminação pública e cabeamento subterrâneo. A inauguração está prevista para 15 de novembro, antecipando o cronograma inicialmente pensado para o próximo ano.
Após a conclusão, a Ferreira Pena será fechada permanentemente ao tráfego de veículos e funcionará como boulevard exclusivo para pedestres, com espaço reservado para mesas e cadeiras de bares e restaurantes, consolidando um novo polo de convivência e turismo.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag, ressaltou que a criação da Rua Gastronômica atende a um desejo antigo dos comerciantes:
“A Ferreira Pena já começava a ganhar vida com os empreendedores que acreditaram na região. Agora, com esse investimento da prefeitura, esse sonho se torna realidade. A rua vai fortalecer o turismo, valorizar o Centro e estimular a recuperação dos imóveis históricos que hoje estão sem uso”.
Empresário e sócio-proprietário do Jápeto, André Gomes, pontuou que a intervenção reconhece o movimento iniciado pelos próprios empreendedores:
“Estou há cinco anos na Ferreira Pena e é muito gratificante ver esse projeto sair do papel. É uma conquista de todos os empreendedores que acreditaram nessa rua. A revitalização vai valorizar o Centro e criar um ambiente melhor para quem trabalha, para quem visita e para quem escolhe investir aqui”, disse.
Reocupação dos imóveis históricos
A prefeitura trabalha para recuperar economicamente a região, estimulando o uso de 26 edificações históricas no perímetro da obra. A expectativa é que a valorização da via atraia novos investimentos e amplie a oferta de empreendimentos ligados à gastronomia, turismo e economia criativa.
“O projeto preserva as características históricas da área, mas dialoga com as necessidades do nosso tempo. Essa aliança entre a preservação do patrimônio e o que a cidade precisa hoje foi construída conjuntamente pelas equipes técnicas”, destacou a superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiros.
O diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Antonio Peixoto, informou que já foi feito o mapeamento dos proprietários e iniciado o diálogo para incentivar a recuperação das edificações.
“O projeto faz parte do programa ‘Nosso Centro’ e trabalha cinco eixos: mais vida, mais cultura, mais turismo, mais história e mais economia. Queremos que essa transformação incentive também a recuperação dos imóveis históricos e fortaleça os empreendedores da região”, explicou.
Renato Junior lembrou ainda da reorganização do comércio ambulante:
“Eu conheço essa realidade porque venho dela. O camelô terá sempre apoio para trabalhar e garantir o sustento da família, mas também precisamos organizar a cidade. Estamos investindo em bancas padronizadas e o ordenamento vai permitir que lojistas e ambulantes convivam de forma organizada, respeitando as regras e fortalecendo o Centro”, reforçou.
Cabeamento subterrâneo e valorização da paisagem
Um dos principais diferenciais do projeto é o enterramento das redes de energia e telecomunicações, eliminando a fiação aérea em uma das áreas mais simbólicas de Manaus. A via também receberá iluminação cênica em LED, floreiras, bancos, lixeiras e balizadores.
“Já retiramos toneladas de fios que não tinham mais utilidade. Agora vamos dar mais um passo importante com o cabeamento subterrâneo, melhorando a paisagem urbana e valorizando o patrimônio histórico. Queremos expandir esse modelo para outras áreas turísticas de Manaus”, informou o prefeito, que também anunciou homenagens a nomes da cultura amazonense, como Paulo Onça, Arlindo Júnior e Zezinho Corrêa, por meio de esculturas ao longo do percurso.
Parte de uma estratégia maior
A transformação integra o programa “Nosso Centro”, que já entregou ou executa ações como o mirante Lúcia Almeida, a requalificação da praça dos Remédios, a remoção de cabos inutilizados e a recuperação do Casarão de São Vicente.
“Aqui não tenho nenhuma dúvida: esta rua será um polo turístico de Manaus. Vamos ambientar esse espaço para receber moradores, turistas e fortalecer quem empreende no Centro”, concluiu Renato Junior.
Representando a Associação Comercial do Amazonas (ACA), Bruno Pena Pinheiro avaliou positivamente a iniciativa:
“Esse investimento devolve infraestrutura, atrai novos empreendedores e fortalece quem já acredita no Centro. Tenho certeza de que essa rua será um sucesso”, disse.
Toda a intervenção foi aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
“Quando uma área histórica ganha vida, ela se torna mais segura, movimenta o turismo, gera emprego e renda e estimula a conservação do patrimônio. O projeto preserva a identidade do Centro, mas dialoga com as necessidades atuais da cidade”, finalizou Beatriz Calheiros.
Durante as obras, a prefeitura manterá diálogo permanente com os comerciantes para minimizar impactos e preservar o funcionamento dos estabelecimentos.
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Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) de Manaus