
Pré-candidato ao Senado percorreu a rodovia de Manaus a Humaitá e viu de perto as dificuldades enfrentadas por motoristas e passageiros na travessia por balsa
Pré-candidata ao Senado, Wilson Lima, comentou a importância da emissão da licença ambiental para instalação do canteiro de obras da ponte sobre o rio Igapó-Açu, no quilômetro 268 da BR-319. Na manhã desta sexta (15), em entrevista à Rádio Vale do Rio Madeira, em Humaitá, após ele percorrer a rodovia de carro desde Manaus, Wilson destacou que a travessia de balsa é um problema antigo de quem depende da rodovia.
A licença foi emitida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para a empresa Etam, responsável pela obra. O documento autoriza a implantação do canteiro de obras, serviços de terraplenagem e instalação de unidade de produção de concreto para a construção da ponte, que terá cerca de 320 metros de extensão e substituirá a atual travessia por balsa, no chamado “trecho do meio” da BR-319.
Durante a viagem, Wilson Lima parou na travessia do rio Igapó-Açu e conversou com passageiros de ônibus, motoristas e moradores da região sobre as dificuldades enfrentadas no local.
“Esse é um problema histórico. A travessia depende da balsa, você paga para atravessar e muitas vezes fica dependendo da decisão de terceiros para seguir viagem. Conversei com passageiros de ônibus, motoristas e moradores da comunidade. É um sofrimento antigo de quem vive e trafega pela BR-319”, afirmou.
Wilson Lima foi governador do Amazonas entre 2019 e abril de 2026. Durante esse período, defendeu a reconstrução e pavimentação da BR-319 e afirmou, em diferentes ocasiões, que o Governo do Amazonas estava disposto a cumprir as condicionantes ambientais necessárias para o avanço do processo de licenciamento da rodovia.
Na entrevista, o ex-governador afirmou que o Estado buscou dar andamento aos processos ambientais relacionados à BR-319 e ressaltou que a licença para instalação dos canteiros da ponte é de competência estadual.
“O Estado sempre esteve disposto a cumprir todas as condicionantes ambientais para que esse projeto pudesse sair do papel. O que a população pede é dignidade e oportunidade”, declarou.

Wilson Lima também relatou conversa com a presidente da comunidade local, conhecida como dona Mocinha, que falou sobre os problemas enfrentados pelos moradores quando a balsa apresenta falhas ou interrompe o funcionamento.
A licença emitida pelo Ipaam tem validade de um ano e estabelece condicionantes ambientais, entre elas monitoramento de emissões atmosféricas, controle de resíduos sólidos, gestão de efluentes e apresentação de planos de risco e emergência. O documento não autoriza supressão vegetal nem intervenções em áreas de preservação permanente (APPs).
Durante a entrevista, Wilson Lima também defendeu investimentos permanentes na BR-319 e afirmou que moradores do Amazonas buscam melhores condições de infraestrutura e transporte na região.