Por Redação | Amazônia Realidade
Incêndio em Cacau Pirêra continuou durante a noite desta quarta-feira (30/09) — Foto: Reprodução/Internet
Incêndio no Cacau Pirêra, distrito de Iranduba, foi registrado nesta quarta-feira (30/9). As chamas atingiram área de vegetação entre os quilômetros 3 e 4 da rodovia AM-070 e geraram uma grande coluna de fumaça, visível de várias partes de Manaus, do outro lado do Rio Negro.
Para começar, o Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBMAM) enviou 10 viaturas e 24 militares para combater o fogo. A operação seguia em andamento até o fechamento desta matéria. Não houve registro de feridos e as causas ainda eram investigadas.
Segundo fogo em menos de uma semana
Além disso, trata-se do segundo incêndio na mesma região em apenas seis dias. Na semana anterior, um fogo destruiu cerca de 700 hectares de vegetação. Naquela ocasião, atuaram 35 bombeiros e 15 viaturas, com uso de mais de 150 mil litros de água.
Consequentemente, a corporação ainda não confirmou se o incêndio desta quarta-feira seria uma reignição — ou seja, se o fogo teria voltado a se espalhar de área que já queimou anteriormente.
Indícios de ação intencional
Por outro lado, a análise preliminar da equipe de campo já encontrou elementos que apontam para crime ambiental. O comandante do CBMAM, coronel Muniz, informou que as árvores queimadas apresentavam sinais de terem sido cortadas e deixadas secar antes do fogo começar.
“Todas as árvores foram previamente cortadas. Esperou secar a vegetação e daí surgiu o incêndio. Isso nos leva a crer que foi completamente intencional e criminoso”, avaliou o coronel.
Fumaça encobre paisagem da capital
De fato, imagens registradas por moradores mostram a fumaça subindo e se espalhando sobre a margem do rio, sendo vista de bairros de Manaus. A ocorrência reacendeu alertas sobre o aumento de queimadas na região metropolitana durante o período de estiagem.
Mais informações sobre a extensão da área atingida e as causas definitivas devem ser divulgadas pelo Corpo de Bombeiros ao término das investigações.
Com informações do G1/AM